V de Vingança – Panini

Título: V de Vingança
Editora: Panini
Volume: 2ª edição
Data: Maio/2012
Roteiro: Alan Moore
Desenho: David Lloyd
Número de páginas: 308
Preço de capa: R$ 24,90

V de Vingança é uma graphic novel escrita por Alan Moore e desenhada principalmente por David Lloyd, ambientada em um Reino Unido distópico situado entre as décadas de 1980 e 1990. Um misterioso revolucionário mascarado que se auto intitula “V” trabalha para destruir o governo totalitário, afetando profundamente as pessoas que ele encontra.

A história apresenta um Reino Unido num futuro próximo após uma guerra nuclear, que deixou boa parte do mundo destruída, apesar da maioria dos danos ao país ser indireta, através de enchentes e seca. Neste futuro, um partido fascista exterminou seus oponentes em campos de concentração e agora domina o país como uma polícia. V, um anarquista revolucionário vestido com uma máscara de Guy Fawkes, começa uma elaborada, violenta e intencionalmente teatral campanha para assassinar seus formadores, derrubar o governo e convencer as pessoas a serem donas de si.

***Não vou fazer um resumo desta HQ, nem apresentar suas personagens, mas sim uma leitura do contexto em que a história se passa.

Uma das primeiras coisas que observamos estar muito errada é a palavra “campo de concentração”. Neste governo intolerante, que “preza” pelo bem-estar da população, é inconcebível que determinados grupos como de homossexuais, estrangeiros, pessoas não-brancas e liberais, andem livres e soltos por entre a multidão.

Como se fosse uma pessoa, esse governo possui partes que controlam a população com os nomes de: o Nariz, a Cabeça, o Dedo, o Olho, a Boca e os Ouvidos. Cada um destes setores é responsável por determinadas ações, sejam as de repressão policial, investigação, até mesmo as de propagandas exaltando o governo, e de falsos religiosos subornados.

Então, analisando esta concepção, aqueles grupos que estão em campos de concentração seriam como “doenças” que poderiam debilitar o governo (um ser humano). Ao trata-las, espera-se que não se tornem uma ameaça novamente. Mas uma dose de remédio mal administrada pode resultar em um vírus muito mais letal, que pode derrubar uma pessoa ao longo de um período. Este vírus seria o V.

Outra coisa que chama a atenção é como as personagens são parecidas. Não sei se este é o estilo de David Lloyd, mas muitas vezes é difícil destacar visualmente quem é quem. Ou seja, as pessoas perderam seu livre-arbítrio, não podem mais ser o que querem, nem pensarem de forma livre. Talvez a maior expressão de contradição disso seja uma pequenina pichando um muro com o símbolo de V.

As referências culturais são incríveis. Imagino o tempo que Alan Moore despendeu para busca-las. Ou talvez ele já as conhecesse, e só estava esperando uma história certa para apresenta-las. Na época, Moore poderia não saber que sua obra viria a ser uma verdadeira arma contra governos repressores. Não sei o efeito sobre a população se esta HQ fosse distribuída gratuitamente juntamente com uma cartilha que explique o que está implícito.

Nesta 2ª edição lançada pela Panini, há dois prefácios escritos por David Lloyd e Alan Moore, em que mostram sua visão de V de Vingança. Ao final, há o artigo “Por trás do sorriso pintado” escrito por Moore para a revista Warrior 17, durante a primeira publicação da obra. Há também duas aventuras curtas que seriam como interlúdios, mas que não foram incluídas na sequencia original. Por fim, uma interessante seção de notas e comentários.

Vale a pena ler? Leitura obrigatória e ponto final. As sequencias de ação são sensacionais, e as personagens são construídas de uma forma muito real. Os jogos políticos são incríveis, e toda a bibliografia da obra também. Para abordar tudo desta obra, precisaria de pelo menos mais uns 2 ou 3 posts, por isso me foquei em poucos aspectos apenas.

Música-tema: para esta HQ, vou escolher a música Dancing in the Streets, interpretada por Martha and the Vandellas.

Esta, entre outras canções, foi apresentada durante a obra. Abaixo uma relação com essas músicas.

  • Martha and the Vandellas – Dancing in the Streets
  • Hubert Parry – Jerusalem
  • The Rolling Stones – Sympathy for the Devil
  • Ludwig Van Beethoven – Symphony No. 5, Op. 67, 1st Movement
  • David J – This Vicious Cabaret
  • Piotr Ilyitch Tchaikovsky – The 1812 Oveture (“1812” Overture in E Flat Major Op. 49)
  • Ella Fitzgerald – Ev’ry Time We say Goodbye
  • The Velvet Underground – I’m Waiting for the Man
  • Ralph McTell – The Streets of London

Galeria de capas originais

Fonte: DC Wiki

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