Artistas #16 – Carl Barks

Carl Barks (27 de março de 1901 – 25 de agosto de 2000) foi um cartunista americano. Ele trabalhou para o Disney Studio e a Western Publishing onde ele criou Patópolis e muitos de seus habitantes, como Tio Patinhas (1947), Irmãos Metralha (1951), Escoteiros Mirins (1951), Professor Pardal (1952), Pão-duro Mac Mônei (1956), Patacônico (1961), e a Maga Patalógica (1961). A qualidade de seus roteiros e desenhos lhe deram os apelidos “O Homem Pato” e o “O Bom Artista Pato”. Will Eisner o chamou de “o Hans Christian Andersen dos quadrinhos”. Em 1987, Barks foi um dos três fundadores do Will Eisner Comic Book Hall of Fame.

Em 1936, Barks arrumou emprego nos estúdios Walt Disney, onde começou como aprendiz de animador. Ele trabalhou em diversos storyboards de animações ligadas ao Pato Donald. Entre elas, no projeto cancelado do filme “Pato Donald encontra o Ouro dos Piratas”. Barks então se juntou ao animador Jack Hannah e transformou esta história em uma HQ. Esta, a primeira de muitas histórias que Barks faria, foi publicada como um gibi pela Dell Publishing em 1942. Barks saiu do estúdio de animação por causa de alergias e o clima político da Segunda Guerra Mundial, e começou a desenhar para a Dell/Western.

De 1943 a 1966, Carl Barks escreveu e desenhou centenas de histórias do Pato Donald. O rico e mesquinho Tio Patinhas, que apareceu pela primeira vez na história “Natal nas Montanhas” em 1947, eventualmente ganhou seu próprio título. Os roteiros de Barks são obras-primas da arte sequencial, e são grande entretenimento para todas as idades. Por causa de todo seu trabalho ser anônimo, foi só em 1970 que os fãs descobriram que ele era o responsável por estas histórias clássicas.

Na Dell, Barks trabalhou com títulos que não eram da Disney na década de 1940. Entre 1944 e 1947, Barks escreveu e ilustrou 26 histórias do Urso Barney da MGM para o gibi Our Gang. Ele ilustrou Andy Panda para a New Funnies em 1943 e contribuiu para “Boy’s and Girl’s March of Comics” de 1947 a 1949. Fez uma história do Pernalonga e Gaguinho (1944), mas achou que os personagens não combinavam com ele.

O “velho homem pato”, como Barks era chamado afetivamente, parou de desenhar quadrinhos em 1968. Continuou a escrever alguns roteiros ocasionais, que foram ilustrados por John Carey ou Tony Strobl. Apesar de sua aposentadoria, Barks começou a pintar por gosto próprio. Estas pinturas em óleo foram muito apreciadas pelos fãs, e Barks conseguiu uma licença temporária da Disney para usar Pato Donald e companhia – os mesmos que havia criado.

Veio a falecer em 2000, com 99 anos de idade. Ele será lembrado por suas histórias maravilhosas – que foram grandes inspirações para muitos artistas. Além de seus talentos brilhantes, Carl Barks será sentido por gerações de amantes dos quadrinhos e desenhos animados.

Fontes: Wikipedia BR, EN, Lambiek

A influência de Carl Barks no meio cultural é imensa. Dizem que o filme A Origem foi baseado num quadrinho dos Irmãos Metralha. Não acredita? Dá uma olhada neste post (em inglês). Ou então joguem assim no Google: “tio patinhas filme a origem”. Outro influenciado por seus trabalhos, foi o Steven Spielberg com o filme Indiana Jones. É mole? Barks é presente, mesmo que não conheçamos diretamente suas obras.

Fonte: Pencil Ink

Fonte: Pencil Ink

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